14.05.2012

“NÃO ME DEIXEM SÓ”

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35% dos leitores do Mashable perdoariam Scott Thompson, ex-CEO do Yahoo, por suposta mentira no CV

Por Ricardo Schott , da LabPop Content

 

Fim da linha para Scott Thompson, agora um ex-CEO do Yahoo. A velha lição que o Jornal Hoje e o Fantástico vivem explicando naquelas reportagens anuais sobre mercado de trabalho (“nunca minta no seu currículo”) paira sobre o executivo, acusado de ter soltado lorotas a respeito de uma formação em Ciências da Computação, concedida em 1978 pelo Stonehill College, desconfirmada pela própria universidade. Mas – veja só – pesquisa do Mashable revela uma surpresa interessante: mesmo com 40% de seus leitores afirmando que, sim, Thompson deveria ser despedido, 35% dos ouvidos pelo portal afirmam que os anos de experiência corporativa do ex-CEO devem ser considerados.

O descobridor do fato foi o investidor da Dan Loeb, fundador e presidente-executivo da Third Point (dona de 5,81% das ações do Yahoo), que, com isso, ganha três assentos no conselho. Loeb, que vinha brigando com a companhia, tem a chance de acalmar os ânimos e colocar-se em posição estratégica e influente na empresa.

 

Thompson, como é público e notório, não é nenhum rapaz inexperiente – foi presidente do PayPal antes de sentar-se à mesa de seu gabinete no Yahoo. Alega que a formação inexistente, que aparecia em sua biografia oficial na empresa, era um erro que vinha desde a época do PayPal e não foi culpa sua – diz inclusive que a empresa escreveu um documento no qual era comprovada sua formação e que seu grande erro foi não ter lido tal papel. Para o seu lugar, o Yahoo nomeou como diretor-executivo o presidente de mídia global Ross Levinsohn.

O Mashable diz que, quem acompanha o mercado, que se prepare para assistir a mudanças definitivas na empresa e, por consequência, no meio web. Levinsohn ainda é uma incógnita – pode tanto aproveitar seu grande conhecimento da empresa durante seu período de experiência (o Yahoo ainda o considera “interino” no cargo) quanto cair de boca nas notórias fragilidades da companhia. O portal adianta que a Alibaba, braço chinês do Yahoo e um gigante do ecommerce, deve ser vendida. Thompson estaria esperando garantias com a venda, mas não teve tempo – e o crédito deverá ir para os novos executivos. O grande problema é que, mais do que dinheiro, a empresa precisa mesmo é de novas estratégias. Enfim, começa uma novela para o Yahoo.