Monitorar não é apenas analisar dados sobre uma marca-cliente. É mensurar suas potencialidades e tornar uma decisão mais precisa e clara. Na LabPop Content, a área de monitoramento – que usa diferentes ferramentas de análise e desenvolve uma própria em parceria com um desenvolvedor nova-iorquino – empreende o melhor diagnóstico online do Brasil. Tal fama chegou à revista “Veja”, que na semana passada encomendou à agência um estudo sobre a repercussão online da suspeita de estupro no programa Big Brother Brasil, da Rede Globo.
A análise de dados feita pela LabPop sentenciou que, antes do episódio, havia cerca de 65 mil menções à programação global no Twitter – subindo para 116 mil quando o programa expulsou Daniel, suspeito de molestar a participante Monique. Gerente de monitoramento em mídias sociais da LabPop, Daniel Lanhas diz que cada tipo de trabalho pede uma atuação diferente. “No caso do suposto estupro no BBB, tínhamos que basicamente radiografar a repercussão de acontecimento no programa nas redes sociais num determinado espaço de tempo”. Romulo Rodrigues, analista de monitoramento, detalha que a empresa recebeu o pedido na quarta-feira passada, com a proposta de identificar de que forma o caso do estupro no BBB, a hashtag #danielexpulso e a #voltadaniel reverberaram. “E também de verificar como a imagem do programa e da TV Globo foram afetados”, recorda.
É a partir desse material que a empresa age, seja para apenas coletar dados ou mesmo para adiantar possíveis crises, em outros casos. “Foi uma análise de algo bastante complexo, que é o qualitativo. Analisamos o posicionamento com relação ao fato e com relação à própria empresa que produz o BBB. A Globo foi a organizadora, mas acabou se portando como a coadjuvante”, analisa Henrique Serra, gerente de pesquisa da LabPop.
O discurso de Serra é completado pelo de Marcella Huche, que gerencia o marketing digital da empresa. Ela sentencia que o feijão-com-arroz das mídias sociais ainda precisa ser descoberto pelo veterano filão da TV. “Não se pode mais pensar o público de internet à parte daqueles que veem televisão. É claro que a TV tem uma penetração maior, mas a internet pauta a própria TV e os jornais – e por isso alguns assuntos, como o próprio BBB, tornam-se conversa de padaria. É só ver o caso da Luiza do Canadá, que saiu da web para a televisão”. Enfim, se em televisão briga-se por mais audiência, a influência do ambiente web deve ser considerada como um fator determinante para as opiniões a respeito do que se assiste.
A busca pelo trabalho da LabPop Content e por nossas ferramentas de monitoramento indica uma preocupação com o básico do jornalismo – que tem sido tão desrespeitado ultimamente – que é a apuração bem feita. “Para a LabPop Content, realizar um estudo a pedido de um veículo tão comprometido com a informação é reflexo de que nossa empresa está apta a fornecer dados precisos sobre todo tipo de movimentação no ambiente web: reverberação de notícias, impacto sobre uma determinada marca, gerenciamento de crise… Enfim: diagnosticar tudo que for necessário na internet de acordo com a demanda apresentada”, analisa a gerente de atendimento da LabPop, Fernanda Gualda.
Diretor Executivo da LabPop Content, Mario Marques diz que tanto o monitoramento quanto as análises da LabPop têm sido vistos pelo mercado como de padrão internacional. “A equipe tem um cuidado enorme com os dados e outro maior ainda com a análise desses dados. Na area política essas pesquisas serão muito importantes. Nesse momento estamos fazendo seis estudos, um deles sobre a imagem online dos prefeitáveis no Rio”.