02.03.2012

Eles espiam você

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Facebook, Microsoft e Google são postos no paredão pelas redes sociais, após gigante de buscas ter anunciado nova política de privacidade. Todos querem seu perfil

Por Romulo Rodrigues , da LabPop Content

No último dia 1º de março, o Google lançou a sua controversa nova política de privacidade. O objetivo da mudança é ter mais acesso às informações pessoais de cada usuário para otimizar buscas e direcionar melhor os anúncios veiculados no gigante da internet. E o velho debate sobre privacidade na internet ganhou mais eco.

Muitos correram para deletar todo o histórico do Google antes que a tal nova política entrasse em vigor. Na verdade, deletar é modo de dizer, afinal, que quem fez isso não deletou – apenas pausou o processo de armazenamento de histórico do Google. O gigante da internet ainda tem todas as suas informações. E, talvez entre todos os grandes sites da web, o Google é o que tem informações mais completas e valiosas. Isso pelo simples fato de ser o maior buscador da web, ter o serviço de e-mail mais popular, além de um dos grandes navegadores da web, o Chrome. Lembrando que, se você é usuário da plataforma mobile mais popular do mundo, o Android, também se encaixa nesse grupo.

Então como ter privacidade online? Como não permitir que empresas tenham acesso às suas informações sem a sua autorização? É um debate longo e que já se arrasta desde as grandes polêmicas envolvidas com o Facebook, há até poucos meses.

A verdade é que numa era em que a experiência online é cada vez mais integrada e social, privacidade na web e redes sociais caminham em direções opostas. Os anúncios que você vê enquanto navega pelo Facebook nada mais são do que direcionados especialmente para você, resultados de uma análise do seu comportamento na rede social. E a experiência bem-sucedida implementada dentro desse mundo paralelo da web chamado Facebook deve virar referência para toda a web. O Google já começou a investir nesse modelo de sucesso, o que causa um certo temor de uma invasão de privacidade mais incômoda, uma vez que as informações que o Google tem sobre nós são muito mais completas do que as do Facebook.

Também nesta semana, a Microsoft liberou a prévia do seu tão aguardado Windows 8 e prepare-se: eles também querem as suas informações. A ideia da Microsoft é transformar a experiência com o sistema operacional cada vez mais conectada e social. Basta ter uma conta da Microsoft para poder usufruir dos recursos da mais nova versão do Windows e o principal deles é a experiência social, o compartilhamento de notícias, fotos, arquivos, bate-papo, games e muito mais.

Atualmente, basta estar online para compartilhar as informações pessoais e, quanto mais conectado e presente nas redes sociais, menos privacidade o usuário terá. Um preço a ser pago? Do tipo: “Nós oferecemos uma experiência online muito legal, mas em troca queremos as suas informações”? Pode ser, mas você ainda tem um certo controle do que quer compartilhar e tornar público.