08.03.2012

DOIS PRA LÁ…

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Último produto da Apple lançado por Steve Jobs, versão 2 vendeu um milhão de unidades na primeira semana

Por Pedro Rabello , da LabPop Content

O dia 2 de março de 2011 ficou marcado na história da Apple. Foi a última vez que Steve Jobs, morto em outubro, subiu ao palco montado em São Francisco (EUA) para apresentar um produto da empresa que fundou e pela qual lançou gadgets que se tornaram objetos de desejo em todo o mundo.

Com processador dual-core A5, o iPad 2 é mais rápido, 33% mais fino e 15% mais leve que a primeira versão, que havia vendido 15 milhões de unidades em 2010, um lucro de US$ 9,5 bilhões para a Apple. O tablet, disponível em duas cores (branca e preta), trazia também duas câmeras e possibilidade de realizar videoconferências com o aplicativo FaceTime.

O iPad 2 chegou às lojas dos Estados Unidos em 11 de março e, duas semanas depois, a países da Europa, Canadá, Japão, México, Nova Zelândia e Austrália. No Brasil, o produto chegou apenas em 27 de maio, 103,38% mais caro que o americano, apesar de o governo federal ter publicado uma medida que isentava o tablet de impostos. A versão mais simples saía a R$ 1.650, contra os US$ 499 cobrados nos EUA, e a mais completa custava R$ 2,6 mil.

Estima-se que 1 milhão de iPads 2 foram vendidos apenas na primeira semana. Dados divulgados pela Apple no início deste ano mostram que 40 milhões de unidades foram comercializadas em 2011, contra as 15,43 de unidades que a primeira versão vendeu em 2010.

O preço do iPad 2 no Brasil já caiu R$ 250 após o anúncio do iPad 3 – repetindo o que aconteceu no lançamento da segunda versão, quando o custo da primeira caiu de R$ 1.649 para R$ 1.399.

Especialistas em tecnologia apontam que a era dos tablets pode representar a morte dos netbooks e notebooks. A maioria das pessoas que procuram por estes computadores portáteis busca acesso à internet e mobilidade, necessidades facilmente supridas pelos tablets.

Estimativa da IDC e Gartner mostra que smartphones e tablets vão representar 69% das vendas em dois anos. Em 2014, serão 208 milhões de unidades comercializadas, contra 19,5 milhões em 2010. Empresas que atuam no segmento de computadores já estão investindo em produtos da nova era.