Há muitas empresas nos Estados Unidos querendo saber demais sobre a vida social-digital de seus empregados ou candidatos a emprego. Um estado do país, no entanto, já se revoltou contra isso. O conselho legislativo de Maryland criou um projeto de lei com a intenção de impedir que as empresas peçam as senhas (as senhas!) das redes sociais de seus funcionários ou de seus candidatos. A informação é do jornal Huffington Post.
Se o projeto, que rodou entre a Casa Branca e o Senado, for assinado pelo governador Martin O´Malley e virar lei, Maryland torna-se o primeiro estado americano a banir tais práticas em locais de trabalho. Bradler Shear, especialista em mídias sociais que trabalha para a Bethesda, diz que a criação da lei é uma “vitória” para homens de negócios e funcionários de empresas.
“Ela cria fronteiras entre o que se pode e não pode fazer. É criada uma divisão clara entre os dois lados”, afirma. “É um ganho para os empregados que querem manter a segurança de seus dados e suas senhas pessoais. Mas é também uma vitória para os empregadores. Eles não têm que ter acesso a esse tipo de conteúdo. Com esse acesso, vêm muitas responsabilidades”.
O projeto surge pouco depois que a professora Kimberly Hester, de Cassopolis, no estado de Michigan (EUA), foi demitida por não querer fornecer sua senha do Facebook a seu chefe. Tudo ocorreu porque ela publicou uma foto que mostrava uma amiga com a calça em torno dos tornozelos, como se estivesse no vaso sanitário – e foi denunciada por uma colega ao superintendente do distrito escolar. O caso aconteceu em 5 de abril.
