O conteúdo é o novo jornalismo. Partindo desse vaticínio, é preciso estabelecer tal princípio na hora de contratar um profissional que possa gerar informação positiva e relevante sobre sua marca. Não será alguém que “trabalha com eventos”, alguém que “monta projeto”, algum marqueteiro de primeira, segunda ou terceira linha, muito menos um cara “de internet”.
Contrate um jornalista.
Mas um jornalista mesmo: um que apure, que cheque, que pesquise, que escreva de forma atraente. Que torne o que pula do teclado para a internet com classe e precisão, com humor e bom senso, com motor 50.0 e estabilidade power, algo realmente importante.
Trazer para dentro da máquina um sujeito sem traquejo para o negócio pode gerar tragédias incalculáveis. Cases são diariamente confrontados com escolhas malfeitas. Geralmente a marca sofre danos por vezes irreparáveis. Noutras salva-se a marca optando pelo caminho correto: o de botar na linha de frente gente boa, absolutamente boa. Mesmo sendo tarde. Dá.
O fato é que a internet segue pagando o preço do amadorismo. Muita gente nova trota em etapas decisivas nas quais são necessários gestores experientes.
A combinação entre novatos interessados e experientes permeia o sucesso de agências digitais. Entre eles se espreme o conteúdo, a palataforma do grande salto para o buzz.
Listo aqui algumas regras básicas para não deixar seu conteúdo ser bulinado impiedosamente na internet.
1. LÍNGUA CORRETA. Cuide muito bem do português. Se sua marca for representada por um profissional que não preza pela língua você pode dar com os patos n’água. Muita gente neste país não liga se você escreve direito. Mas certamente um potencial cliente seu vai ligar.
2. CULTURA E INFORMAÇÃO. Ter em seus bancos gente que tenha bom conhecimento geral, com dotes culturais e que esteja acima de tudo bem informado vai garantir variedade ao resultado de seu conteúdo. Gente que não tem a menor noção de cinema, música, teatro, TV, sinceramente, deve procurar outra coisa para fazer. Não jornalismo. Independentemente se optou por editorias de Política ou Polícia.
3. RESPONSABILIDADE. O cara do conteúdo terá que ser o sujeito do bom senso. Se você tem dúvida sobre a responsabilidade de quem vai gerir seu conteúdo, decida por eliminá-lo de pronto. Contas grandes foram para o ralo pela falta de bom senso.
4. CURIOSIDADE. Você não precisa contratar um nerd PHD, mas o (a) cidadão (ã) que vai teclar por sua marca deve ter o mínimo conhecimento de tecnologia. Não adianta você ter um literato comandando suas redes sociais se ele não sabe a diferença entre o tumblr e o twitter.
5. MONITORAMENTO. Como produzir conteúdo sem saber o que acontece à sua volta e o que dizem da sua marca? Quem se intoca num universo à parte não pode trabalhar nesta área. Buscar, pesquisar, escolher todas as palavras-chave envolvidas, olhar, reolhar, vigiar, não dormir.
6. DO OUTRO LADO. Com quem você está falando? Essa informação, que deve ser precisa, é fundamental para que você adeque sua linguagem e entenda como será a abordagem. Qual a relevância do sujeito com o qual você gasta tempo? Por vezes se joga fora horas num cara que não fede nem cheira. E em muitas delas o detrator é inexistente. Sério.
7. INTERAÇÃO PRECISA. O sujeito precisa saber como chegar. Interagir sem ter a mão todas as informações possíveis, espiar o perfil do seu interlocutor e dar um reply bastante preciso garantem êxito à interação. Interagir exige tempo antes de agir. Gaste esse tempo, entenda e divida com seus pares o approach correto. E com seu chefe, claro.
8. NO LUGAR CERTO. Repetir conteúdo em todas as redes? Até pode, desde que seja informação extremamente importante para divulgar. Mas o ideal é formatar conteúdos distintos para redes distintas. No Twitter, são 140 caracteres; no Facebook, não tem mais limite. Mas… use o bom senso. Ninguém vai ler 65 mil caracteres. Acima de tudo saiba que o perfil do cara que te segue no Twitter é distinto do que te curte no Facebook.
9. IMAGEM, VÍDEO. Conteúdo é tudo. Não são só palavras que dialogam entre si. É preciso ter um bom banco de imagens, uma seara de vídeos e tudo na mais alta qualidade de definição. Você não vai fidelizar seu público escrevendo sem parar. Hoje existem Instagram, Pinterest, YouTube, SocialCam e dezenas de redes sociais que valorizam imagem. Cai dentro delas.
10. CRIATIVIDADE. Textos chatos são textos mortos. Na imprensa escrita há montes deles. E esta é uma das razões pelas quais as pessoas têm mais interesse hoje do que sai das redes. Contas de Twitter como a do Ponto Frio viraram cases por, além de venderem bem os produtos da rede, venderem com enorme senso de humor e antenados com o que acontece no dia a dia.
Bem, você sabe que todo dia vai encontrar uma lista dessas na internet. Afinal, analistas de redes sociais adoram listas. Você pode ignorá-las ou não. Se você chegou até aqui ignore esse parágrafo e bom job.
